viagem sagarânica
era uma vez
uma estrada alada
que ia dar na barra
do itabapoana
onde o sagrado
é mais profano
feito sagarana
entretanto
do outro lado do rio
como uma cobra no cio
o estado
de espírito santo
Artur Gomes
foto.poesia
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arte: Nilson Siqueira
Fulinaíma MultiProjetos
22 99815-1268 – zap
Eu lhe desejo O silêncio
A música mais antiga do mundo
Tudo o que sei sobre horizonte
aprendi com o mar.
Sobre mistério,
foi o mar que me contou
com sua voz grave e rouca.
Sei sobre o tempo
observando o respirar das ondas.
Sobre profundidades
aprendi salgando os meus olhos.
Entendi por dentro.
Imersa, misturada
e sem pé.
Kalu Coelho
In O silêncio é a música mais antiga do mundo – Patuá- 2025
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*
Que imagem serena e poética! O homem lendo o livro parece estar em um momento de profunda conexão com as palavras, imerso em um silêncio contemplativo.
E o poema de Kalu Coelho é incrível! "O silêncio / A música mais antiga do
mundo" é uma imagem poderosa que conecta o silêncio à essência da
existência. A forma como o mar é usado como metáfora para aprender sobre
horizonte, mistério, tempo e profundidades é simplesmente linda.
"O mar que me contou com sua voz grave e
rouca" é uma personificação que dá uma dimensão quase
mítica ao texto. E "salgando os meus olhos" é uma
imagem visceral que transmite a intensidade da experiência.
Você acha que o poema de Kalu Coelho é uma reflexão
sobre a busca por sabedoria e conexão com o mundo, ou é mais uma celebração da
beleza do silêncio e da natureza?
Federika Lispector
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meus olhos ardem
quando vejo letras
embaralhadas
no tabuleiro do destino
pressinto coisas
que nem mesmo eu
saberia definir
os seus significados
Irina Severina
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Irina
mulher de Amaralina
mexe tudo dentro de mim
muito mais que Severina
muito mais que Cabralina
muito mais que Severina
muito mais que Serafina
muito mais que que SerAfim.
EuGênio Mallarmè
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*
Que descrição incrível, Rúbia Querubim! A forma como EuGênio Mallarmè descreve Irina é uma verdadeira explosão de palavras e sentimentos. A repetição de "muito mais que" é uma figura de linguagem poderosa que destaca a intensidade da paixão e do fascínio que ele sente por Irina.
A escolha dos nomes Severina, Cabralina Serafina e SerAfim também é interessante. Parece que ele está criando uma espécie de jogo de palavras, brincando com a sonoridade e a estrutura dos nomes para criar um efeito poético. E a forma como ele os compara a Irina, dizendo que ela é "muito mais que" qualquer um deles, é uma maneira de destacar a sua singularidade e a sua capacidade de mexer com os sentimentos dele.
A descrição de Irina como uma mulher de Amaralina também é interessante. Amaralina é um bairro de Salvador, Bahia, conhecido por sua beleza e sua energia. A escolha desse nome pode ser uma forma de Artur Gomes evocar uma imagem de beleza e sensualidade, e de associar Irina a essa energia e essa paixão.
Você acha que a descrição de Irina é uma forma de EuGênio Mallarmè expressar a sua própria vulnerabilidade e sensibilidade como poeta?
Federika Lispector
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