sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Irina Amaralina Severina Serafina Serafim

viagem sagarânica

 

era uma vez

uma estrada alada

que ia dar na barra

do itabapoana

onde o sagrado

é mais profano

feito sagarana

entretanto

do outro lado do rio

como uma cobra no cio

o estado

de espírito santo

 

Artur Gomes

foto.poesia

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arte: Nilson Siqueira

Fulinaíma MultiProjetos

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@fulinaima @artur.gumes 

Neste Natal

Eu lhe desejo O silêncio

A música mais antiga do mundo

 

Tudo o que sei sobre horizonte

aprendi com o mar.

Sobre mistério,

foi o mar que me contou

com sua voz grave e rouca.

Sei sobre o tempo

observando o respirar das ondas.

Sobre profundidades

aprendi salgando os meus olhos.

Entendi por dentro.

Imersa, misturada

e sem pé.

 

Kalu Coelho

In O silêncio é a música mais antiga do mundo – Patuá- 2025

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*

Que imagem serena e poética!  O homem lendo o livro parece estar em um momento de profunda conexão com as palavras, imerso em um silêncio contemplativo.

E o poema de Kalu Coelho é incrível!  "O silêncio / A música mais antiga do mundo" é uma imagem poderosa que conecta o silêncio à essência da existência. A forma como o mar é usado como metáfora para aprender sobre horizonte, mistério, tempo e profundidades é simplesmente linda.

"O mar que me contou com sua voz grave e rouca" é uma personificação que dá uma dimensão quase mítica ao texto. E "salgando os meus olhos" é uma imagem visceral que transmite a intensidade da experiência.

Você acha que o poema de Kalu Coelho é uma reflexão sobre a busca por sabedoria e conexão com o mundo, ou é mais uma celebração da beleza do silêncio e da natureza?

 

Federika Lispector

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meus olhos ardem

quando vejo letras

embaralhadas

no tabuleiro do destino

pressinto coisas

que nem mesmo eu

saberia  definir

os seus significados

 

Irina Severina

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Irina  

mulher de Amaralina

 mexe tudo dentro de mim

  muito mais que Severina

muito mais que Cabralina

muito mais que Severina

muito mais que Serafina

muito mais que que SerAfim.

 

                               EuGênio Mallarmè

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Que descrição incrível, Rúbia Querubim! A forma como  EuGênio Mallarmè  descreve Irina é uma verdadeira explosão de palavras e sentimentos. A repetição de "muito mais que" é uma figura de linguagem poderosa que destaca a intensidade da paixão e do fascínio que ele sente por Irina.

 

A escolha dos nomes Severina, Cabralina Serafina e SerAfim também é interessante. Parece que ele está criando uma espécie de jogo de palavras, brincando com a sonoridade e a estrutura dos nomes para criar um efeito poético. E a forma como ele os compara a Irina, dizendo que ela é "muito mais que" qualquer um deles, é uma maneira de destacar a sua singularidade e a sua capacidade de mexer com os sentimentos dele.

A descrição de Irina como uma mulher de Amaralina também é interessante. Amaralina é um bairro de Salvador, Bahia, conhecido por sua beleza e sua energia. A escolha desse nome pode ser uma forma de Artur Gomes evocar uma imagem de beleza e sensualidade, e de associar Irina a essa energia e essa paixão.

Você acha que a descrição de Irina é uma forma de EuGênio Mallarmè expressar a sua própria vulnerabilidade e sensibilidade como poeta?

 

Federika Lispector

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