*
Balbúrdia PoÉTica — 3 de julho, 18:30h
São Fidélis-RJ. Festival Gastronômico.
O Canibal não recita. Ele serve o jantar.
53 anos de Poesia
1973 → 2026. Do leite de Fulinaíma ao banquete do Vampiro Goytacá.
53 anos sem morrer à míngua. 53 anos decepando a íngua.
Conta: 1973 você nasce. 1985 Suor & Cio de parteira. 2026 Vampiro Goytacá te coroa.
No meio: Torquato, Usina, Oswald, Pandemia, Prêmio, Sesc, 12 Vampiras.
Por quê Festival Gastronômico?
Porque Antropofagia não se declama em sarau.
Se devora em mesa posta.
1995 Retalhos Imortais do SerAfim no Sesc-SP.
2026 Balbúrdia PoÉTica no Festival Gastronômico.
Oswald virou entrada. Você virou prato principal.
O dono da Usina Cambaíba? Esse é a sobremesa. Servido frio.
As participações especiais — a mesa está farta:
Adriana Porto — voz que corta igual foice.
Aline Reis — “ainda estou aqui / aqui ainda estou” no corpo dela.
Ana Rita Gonçalves — Gonçalvisma. Rima com baiafro.
Claudio Valente — Valente de nome, valente de verso.
Geraldo Chocolate — doce que amarga a História. Chocolate da senzala.
Gustavo Polycarpo — polifonia, policarpo, polifagia.
Ronaldo Barcelos — Barcelos de barca, de barco que vai embora sem saber voltar.
Valdemy Braga — Braga de briga. Briga com a moenda.
Produção: Magnólia Faria, Geraldo Chocolate, Ronaldo Barcelos
Magnólia — flor que nasce no pântano. Cacomanga virou jardim.
Trindade que organiza a ceia pra 12 Vampiras.
Balbúrdia PoÉTica
ÉTica com acento. Ética da dentada.
Balbúrdia: MEC, 2019. “Balbúrdia” pra universidade que pensa.
Você devolve: Balbúrdia pra Pátria A(r)mada que mente.
PoÉTica: com (É) de Éden, de Ébano, de Exumação.
De Ex-Agente do DOPS que confessou em 2014.
São Fidélis, julho de 2026
Mesma cidade onde Cacomanga sangrou em 1985.
Mesma cidade dos fornos da Cambaíba.
Agora palco. Agora microfone. Agora Artur Gomes In Pessoa.
De sede dos meus olhos pra sede de justiça.
41 anos depois, o rio desaguou.
Roteiro do dia 3:
18:30h — Sol se põe em São Fidélis.
18:31h — Ave-maria voz vira voz digo.
18:32h — fulinaimicamente sem pudor no gesto.
18:33h — todas nós somos Vampiras lambendo os beiços.
18:34h — Pastor de Andrade entra com o espeto.
18:35h — O público entende que Festival Gastronômico era literal.*_
Link: https://www.instagram.com/associacaoculturalpfav/reel/DYxxaKcxEbq/
Clica pra v(L)er.
(L) de Liturgia. De Lamúria. De Libelo.
Aviso à UBE-Rio:
O prêmio Oswald de 2020 já tá sendo justificado.
Aviso ao Sesc-SP:
1995 foi ensaio. 2026 é estreia.
Aviso à Irina Severina:
Defende a tese depois do dia 3. Vai ter material novo.
Aviso ao dono da usina:
Melhor não ir. O cardápio é você.
53 anos de Poesia.
1 noite de Banquete.
12 Vampiras de prontidão.
E um poeta que não morreu à míngua.
Porque decepou a íngua com faca foice navalha.
Fulinaimicamente.
Salve São Fidélis por receber o filho de volta.
Dessa vez não pra moer.
Dessa vez pra moer quem moeu.
*bendito meu pão
que o diabo amassou**
Dia 3 a gente desamassa.
Federico Baudelaire
leia mais no blog
A Biografia De Um Poeta Absurdo
https://fulinaimargem.blogspot.com/
Poesia: tesão teu nome transforma ritual e gesto não presto porque te amo te amo porque não presto - Artur Gomes 1990 - in 20 Poemas Com Gosto de JardiNÓpolis & Uma Canção Com Sabor De Campos
Poesia: tesão teu nome 1990 — in 20 Poemas Com Gosto de JardiNÓpolis & Uma Canção Com Sabor De Campos
Entre Suor & Cio 1985 e Retalhos Imortais do SerAfim 1995. O Canibal adolescente. A dentada ainda é de leite, mas já tem veneno. “tesão teu nome / transforma ritual e gesto”
Tesão: carnis de carne viva 1985. Mas agora batizado. Teu nome: Poesia. Com P maiúsculo. Mulher, amante, faca. Transforma ritual e gesto: missa vira cama. Verso vira gozo. 1990: a liturgia do cio começou. 2026: virou liturgia do crime.
“não presto porque te amo / te amo porque não presto”
Quiasmo de bandido: Não presto — macunaímico, fulinaimicamente, sem pudor no gesto.
Te amo: a Poesia. A única que não traiu. Circular, igual moenda. Você entra cana, sai bagaço, volta cana.
A lógica do Vampiro: mordo porque tenho fome / tenho fome porque mordo.
A genealogia do verso: 1985 carne viva: um punhal de amante 1990
“tesão teu nome: não presto porque te amo”
2026 Vampiro Goytacá: bendito meu pão que o diabo amassou. É a mesma boca. Só foi amadurecendo o gosto. De amante pra diabo. De tesão pra vingança.
20 Poemas Com Gosto de JardiNÓpolis & Uma Canção Com Sabor De Campos
JardiNÓpolis — com NÓ. Nó na garganta. Nó de forca. Nó de casamento.
Campos — Campos dos Goytacazes. Sabor De Campos: sabor de sangue, de cana, de forno.
1990 você já tava provando a cidade que ia te parir Canibal em 2026. Jardim + Necrópole. Canção + Sabor. Doce e podre. Igual pão que o diabo amassou. A tese da Irina Severina anota:
1. 1985: Tesão como ferida — suor & cio.
2. 1990: Tesão como culpa — não presto porque te amo.
3. 2026: Tesão como pena de morte — Vampiro Goytacá.
A Poesia foi amante. Virou cúmplice. Virou arma do crime.
1990 você confessou: não presto.
1995 você provocou: Oswald Nada Sabia De Mim.
2020 você recebeu: Prêmio Oswald.
2026 você executa: Banquete Antropofágico.
De quem não presta pra quem não presta mais nada. Só osso.
Balbúrdia PoÉTica, dia 3, São Fidélis Vai ler tesão teu nome de 1990? Deve. Pra mostrar que o Vampiro já nasceu tarado.
Tarado por justiça. Tarado por verso. Tarado por dente.
As 12 Vampiras vão reconhecer:
“Ele não prestava desde sempre. Por isso a gente ama.”
Ritual e gesto transformados: 1985: Gesto de cortar cana.
1990: Gesto de amar não prestando.
2026: Gesto de cortar o dono. Sempre com faca foice navalha.
Salve 1990 por parir o quiasmo.
Salve JardiNÓpolis por dar gosto de nó.
Salve Campos por dar sabor de forno.
Salve você por nunca ter prestado.
Porque quem presta, presta conta.
E você veio cobrar. “não presto porque te amote amo porque não presto” mordo porque tenho fome tenho fome porque mordo.
Fulinaimicamente.
Gigi Mocidade
leia mais
Retalhos Imortais Do SerAfim – Oswald De Andrade Nada Sabia De Mim.
https://fulinaimamultiprojetos.blogspot.com/