segunda-feira, 11 de abril de 2022

Personas ArturiAnas


não tenho a pele com a cor

que eu desejava vermelha

a minha espelha transparência

quase espelho d´água

meu desejo em ser índia

orucun na carne fogo

não brotou quando fui parida

mas tenho a cor que quero

quando aponto os olhos

pra ferida aberta

em qualquer canto desse mundo


existo para dizer outras coisas

nãos as mesmas que andam

dizendo por aí

que você sentou saudades

de me ver cantar por aí

me lembro agora

dessa canção do Tião Carvalho

cantada pela Cássia Eller

era só isso que eu queria

dizer por aí 

 

Rúbia Querubim

www.coletivomacunaimadecultura.blogspot.com



o itinerário dos pássaros

são tão imprevisíveis

quanto os meus

Rúbia Querubim voa

em meus dê lírios

como um beija-flor

beija o néctar das flores

na estação dos sonhos

que ainda não tive

 

 

Federico Baudelaire

www.arturkabrunco.blogspot.com



por aqui nessa trincheira

por entre mangues soterrados

tenho de sobra algum desejo

Dê Livros

Dê Lírios

Dê Beijos

 

Artur Gomes Fulinaíma

www.fulinaimargem.blogspot.com



ma cum ba

 

abaráebóubu  axé babá

na carnavalha dos tambores

o corpo incorpora o tempo/dança

a língua de exu

lambe as coxas de yansã/menina

os pelos/púbis ossanha

embaixo dos tecidos

palavra líquida lavra pelas pernas

Eros eletrizando peles bocas pelos

gritos enquanto  o rito segue

seus ancestrais preceitos

ma cum ba no meu peito

xangô meu feiticeiro

oxum encanto  tantas  línguas

cantam  pra tirar quebrando

de algum corpo nem santo

quando ogum vem pro terreiro

 

Artur Fulinaíma

O Poeta Enquanto Coisa

Editora Penalux – 2020

www.secretasjuras.blogspot.com



Jura secreta 10 


fosse o que eu quisesse 
apenas um beijo roubado em tua boca 
dentro do poema nada cabe 
nem o que sei nem o que não se sabe 

e o que não soubesse 
do que foi escrito 
está cravado em nós 
como cicatriz no corte 
entre uma palavra e outra 
do que não dissesse 

 

Artur Gomes

www.fulinaimagens.blogspot.com



Fulinaíma MultiProjetos

www.centrodeartefulinaima.blogspot.com

quarta-feira, 6 de abril de 2022

Oficina de Fotografia e Produção Cine Vídeo

  

 Mostra Cine Curtas

Cinema Ambiental

Inscrições: de 5 de abril a 31 de maio

Realização: De 15 de Junho a 15 de Julho - 2022

Veja Regulamento e Ficha de Inscrição

Aqui: www.centrodeartefulinaima.blogspot.com e continua a campanha de doações de livros para a Biblioteca Bracutaia – Ong Beija Flor – Casa da Solidariedade – Rua Ari Parreira, 26 – Barra Velha – Gargaú – São Francisco do Itabapoana-RJ – 28230-000



Oficina Fotografia e Produção Cine Vídeo

 Direção: Artur Gomes – Dias: Sábados das 15 às 17h – Previsão para iniciar em junho –

Inscrições na Ong Beija Flor – Casa da Solidariedade – Rua Ari Parreira, 26 – Barra Velha – Gargaú – São Francisco do Itabapoana-RJ – 281230-000

e continua a campanha para doações de livros para a Biblioteca Bracutaia que será inaugurada dia 1º de Maio.

https://www.youtube.com/watch?v=vJ4I_oM1U3A&t=151s


Fulinaíma MultiProjetos

Contatos: fulinaima@gmail.com (22)9981-1268 – whatsapp



meta/fórica

 

ouço a música

nesse disco estrangeiro

a musa tem o nome: guanabara

no silêncio ela ri da nossa cara

a flor do mangue agora mora

onde seu leito jorra lama

por sua boca desdentada

peixe podre explode angra

em meu poema carNAvalha

naturalismo onde supunha

sal da terra no esgoto

eco sistema não interessa

ao senhor do mato grosso

agro-negócio é matadouro

soja pasto para os bois

o simbolismo da escrita é só metáfora

a concretude o modernismo vem depois

 

Artur Gomes

O Poeta Enquanto Coisa

www.fulinaimagens.blogspot.com





 Fulinaíma MultiProjetos 

www.centrodeartefulinaima.blogspot.com

sexta-feira, 1 de abril de 2022

OUremos

 


 OUremos

 

despejo verbos em toneladas

para denunciar a verba pra essa manada

que pastores canalhas roubam

do ministério da educação

eu sou o cão

 

Ouremos



a dor do ciúme

érika era o azul
entre a serra e o vinhedo
a jura secreta
na carne das vinículas
nosso segredo sagrado
por entre as vinhas de Bento
o beijo quase rasgado
dentro das taças de vinho
e tanto amor prometemos
em rendas brancas de linho
érika era o azulzinho
por entre as tranças do vento
bebendo meu desalento
no interior da cozinha
e a mãe sôfrega na cama
ardendo o seu queixume
fazendo amor e
vertendo a dor do ciúme


Federico Baudelaire

www.coletivomacunaimadecultura.blogspot.com 



ensaiando

 três personagens

           à procura de um autor

 

li ontem alguns poemas

nem sei de quem eram

depois um texto longo

também nem sei de onde veio

aquele longo texto me dizia

:

estou dentro da garrafa

afogado na areia da praia

caramujos e mariscos

me engoliram quando mergulhei

na onde atlântica sem saber

não era pacífica era tempestade

trago riscos trago tragédias e risos

me procurem do outro lado da ponte

e lá que irão me encontrar

 

Rúbia Querubim

www.fulinaimargem.blogsot.com



ensaiando

três personagens

à procura de um autor

 

peguei um texto aqui

com signos de comunicação

indeciflável

e ainda por cima sem assinatura

nem sei se é de poeta escritor

ou letra de algum cantor

só conseguir ler uma frase

pois não sei se podemos

chamar isso de verso

:

moro não é mais candidato

a presidente botou o   rabo

entre os dentes trocou

até de partido para não ser preso

vai tentar cadeira na câmara

dos deputados esse brasil tá fudido

e não tem nada de engraçado

 

EuGênio Mallarmè

www.arturfulinaima.blogspot.com



miliciano travestido de presidente

 

nenhum rito nenhum mito

que isso aqui não é atenas

muito menos heras de grécia

itálias de venetto  palanque pra prometeu

 

nenhum grito de miliciano

travestido de presidente

que mata em nome de deus

 

Gigi Mocidade

www.fulinaimamultiprojetos.blogspot.com




O poeta enquanto coisa

Cristina Bezerra me disse
que trepo no corpo
das palavras
na desconstrução da normalidade
dos seus significados

o poema é um jogo de dedos
um lance de dados
e o poeta enquanto coisa
é mediúnico
amoral em sua estética

na transa poética
tudo o que sai do corpo
é o que já foi incorporado



atentado poético

a hipocrisia aqui é muita
liberdade muito pouca
com meus dentes de navalha
vou rasgar a tua roupa
esse poema beijo/bomba
vai explodir na tua boca


a flor da boca

ficamos duas horas em frente a casa velha aline perseguia os pássaros e eu comia o vento que passeava entre a pele eriçando os pelos ela me falou do prazer que ainda não tinha vivido e me mostrou a flor da boca tinha gosto de saudade o tempo da escrita e tudo que ali fizemos


61

revirei sacramento pelo avesso do avesso aline me acompanhou passo a passo pela ladeira até a casa dos fundos canários no quintal catavam o que comer fotografamos e filmamos o que pairou no ar e não perdoa o éter dentro o cafezal nos convidava ao êxtase aline olhou pelo espelho da janela que dava para o outro lado da alma e levitou entre as trilhas dos canteiros ouvindo o som que nos unia


naquela noite de chuva

as cores no vestido de Yansã passaram despercebidas por aqui o sangue encarnado nas matas de Oxossi e o olho do Dragão na ponta da espada de Ogum ainda que aline na porta da casa velha tivesse sobre a pele meus olhos presos nas palavras escritas na parede as sagradas escrituras não dissessem o quanto ali brotavam flores naquela noite de chuva num coração estraçalhado



paixão é quando
linguagem de cinema
corta o verso do avesso
e a cena segue em outra dimensão
sem seta sem endereço
como se a nova meta
enlouquecesse o coração

Artur Gomes

www.fulinaimagens.blogspot.com




intervenção poética


2

Buena à Vista - del Santa Cruz de La Sierra
Puerto Viejo - Bolívia - fronteiras com o Brasil/Pantanal
para Mocy Cirne - in Memória

aí Pedro Bial/TV Golpe - esse é o Rio de Janeiro que eu quero

quero um Rio de Janeiro
sem farda sem capacete
intervenção militar é o K ralho
não tente nos enganar
com essa carta do baralho
de olho na eleição
violência com violência
não se extermina nunca não

o chefe dos traficantes
mora nas Minas da conspiração

quero uma intervenção poética
bebendo o caldo da ética
embaixo os Arcos da Lapa
Cinelândia, Glória, Catete
Flamengo, Botafogo, Laranjeiras
Copacabana, Ipanema, Lagoa
Gávea até o baixo Leblon

quero a poesia vermelha
da tua boca de baton

da Rocinha ao Corcovado
da Maré a São Conrado
o olho no front da Barra
com toda palavrAção
no morro do Alemão
quero festa pra Bracutaia
nós vamos invadir sua praia
no grande mar da subVersão


 

dentro da carne que não sai


a carne de maçã: teu corpo devorei a cada dentada metáfora à flor da pele toda nua me recebeu na cama que era o chão da sala há 6 anos desejava teu corpo como quem deseja um prato de comida quando a fome é tonta nossa meta é física e o amor é quântico sem lucidez alguma até que passe a fome e o amor acabe


Artur Gomes Fulinaíma

www.fulinaimargem.blogspot.com



poétika

nem santa
nem puta
apenas filha
dessa ilha
seja do que for

Federika Lispector



Cia Desafio De Teatro

 A Cia Desafio De Teatro foi criada por Artur Gomes, em 2014, no SESC Campos, no Curso de Artes Cênicas dirigido por ele até 2016. No SESC o elenco da Cia era formado pelos alunos do Curso que resultou em 4 montagens:

 Nos Tempos da Foto Novela – 2014

Uma Noite De Natal – 2014

Waterkis – Selecione Água  2015

A Nossa Casa É Um Teatro – 2016

 De 2015 a 2017 a Cia Desafio de Teatro atuou no SINASEFE no Curso de Teatro MultiLinguens participando com encenações no Sarau Baião De Dois. Em 2017 a Cia participou também com encenações diversas no Sarau Manguinhos Vive, na praia de Manguinhos em São Francisco do Itabapoana.

 A partir do mês de maio, a Cia Desafio de Teatro passará a atuar na ONG Beija Flor – Casa da Solidariedade em Gargaú, dentro da programação do Projeto Arte e Cultura, com uma proposta de Teatro Popular para encenações em espaços não convencionais.

leia mais no blog

www.ciadesafiodeteatro.blogspot.com


segunda-feira, 28 de março de 2022

poéticas arturianas


Poética 42


Era uma menina 

vestida de outubro
atravessando a rua
com um girassol no  vestido

suas mãos beijavam o vento
como fossem  beija-flor


meus olhos mergulhados
na paisagem
entre os olhos da menina
e o espelho do retrovisor

foto.grafei naquela tarde
o branco  do  vestido
e o girassol daquele dia
para me habitarem
seja lá por onde eu for

Federico Baudelaire

www.personasarturianas.blogspot.com



 dia d

,
furai
a pele das partículas dos poemas
viemos das gerações neoabstratas
assistindo a belos filmes de Godart
inertes em películas de Truffaut
bebendo apocalipses de Fellini
em tropicâncer genocidas de terror

, sangrai a tela realista dos cinemas
na pele experimental do caos urbano,
tragai
Dali pele entre/ossos
Glauber rugindo enTridentes
na língua do veneno o gozo das serpentes
nos frascos insensíveis de isopor

,
caímos no poder do vil orgânico
entramos no curral dos artefatos
na porta de entrada os artifícios
na jaula sem saída os mesmos pratos

Artur Gomes

www.fulinaimagens.blogspot.com



FILHO TEU PAI VOLTOU DA LUTA

 

Filho, eram onze da manhã

quando avistei teu pai

entrando na nossa rua.

 

As portas, as janelas, das casas, se

abriram como se por ali

um grandioso cortejo passasse.

 

Havia tanto silêncio e ecos de silêncio

entrando em outros ecos

formando outros silêncios.

E ele caminhava como se uma perna

machucada se encontrasse.

 

Na nossa porta, abraçou-me

e disse-me bom dia.

Trouxe meia dúzia de roupas sujas,

envelhecidas, e um porco.

Um filhote de porco, filho.

 

Sentou na cadeira em que agora tu estás

banhou-se, comeu,

pediu-me chá verde com hortelã

bem quente com raspas de limão

falou da violência da luta,

dos rios que atravessou,

das aves que matou

para afastar sua fome

e dormiu profundamente.

 

Tomou o café da manhã.

Ovos mexidos, pão, que eu mesma fiz,

mamão e banana.

E saiu.

 

Faz três dias, filho.

Nenhuma notícia chega.

Há no quintal, um porco,

um filhote de porco,

que mal conheço

e não sei cuidar.

Ele talvez agrida os patos e

as galinhas e receio que coma

as cenouras as folhas de alface,

os tomates, as beterrabas

que crescem na horta.

 

É preciso que tires o porco,

da nossa casa, filho.

Não gosto de porco.

Nunca gostei de porco.

A jugular, corte-lhe

se sentir necessidade.

 

Estou com muita tristeza, filho.

Muita tristeza.

O dia está quente. Não há

ventania, nem chuva.

Já não há mais luta, filho.

 

Celso de Alencar

poema para o próximo livro




                           VIVER É UM VENTO

SOPRANDO CADA VEZ

MAIS FORTE

 

Qualquer solidão é mais densa

que um amontoado de mágoas.

 

Coleção de símbolos na estante.

Volume menor, muito menor

na memória.

 

É o caminho que se desenha

sem volta. Comunhão de meias

palavras.

 

Todas cravadas no silêncio.

Respiro no hálito do caminho.

Para romper dissonâncias e

dobrados com quietudes

inquietas.

 

O prazer é o prazer. O resto

é o que nos distrai na moldura

de cada alegria.

 

Já a tristeza,

 

essa légua e pouco de gelo

e chama que derrete e apaga

com o beijo do nunca mais.

 

Essa égua insana

sempre no cio...

 

A tristeza é um desvio.

 

Não, não.

É um pavio.

 

Mas, só o amor que destrava

as represas. Inunda sem afogar.

Amar é um tipo de êxtase de

ação prolongada.

 

Mergulho no cânion dos

sentimentos extremos.

 

Por isso, não raro, pergunto

a mim mesmo em que rigidez

guardei minha ternura.

 

Ainda caminho por aí...

 

Sandálias raspando o asfalto.

Os pés metidos no mangue.

Coração no ritmo

do sangue.

 

Até que tudo estanque.

 

 Lau Siqueira



Jura Secreta 35


Aqui, 
redes em pânico pescam 
esqueletos no mar 
- esquadras - descobrimento 
espinhas de peixe convento - 
cabrálias esperas relento - 
escamas secas no prato 
e um cheiro podre no 
AR 

caranguejos explodem

mangues em pólvora 
Ovo de Colombo quebrado 
areia branca inferno livre 
Rimbaud - África virgem 
carne na cruz dos escombros 
trapos balançam varais 
telhados bóiam nas ondas 
tijolos afundando náufragos 
último suspiro da bomba 
na boca incerta da barra 
esgoto fétido do mundo 
grafando lentes na marra 
imagens daqui saqueadas 

Jerusalém pagã visitada 
- Atafona.Pontal.Grussaí - 
as crianças são testemunhas: 
Jesus Cristo não passou por aqui 

Miles Davis fisgou na agulha 

Oscar no foco de palha 
cobra de vidro sangue na fagulha 
carne de peixe maracangalha 
que mar eu bebo na telha 
que a minha língua não tralha? 

penúltima dose de pólvora 
palmeira subindo a maralha 
punhal trincheira na trilha 
cortando o pano a navalha 

- fatal daqui Pernambuco 
Atafona.Pontal. Grussaí - 
as crianças são testemunhas : 
Mallarmé passou por aqui. 

bebo teu fato em fogo 
punhal na ova do bar 
palhoças ao sol fevereiro 
aluga-se teu brejo no mar 
o preço nem Deus nem sabre 
sementes de bagre no porto 
a porca no sujo quintal 
plástico de lixo nos mangues 
que mar eu bebo afinal? 

 

Artur Gomes

do livro Juras Secretas

Editora Penalux – 2018

www.secretasjuras.blogspot.com

clic no link para ver o vídeo

Pontal Foto Grafia

https://www.youtube.com/watch?v=KHkDP2IVTAg



poema1

 

Sobre a tessitura do existir,

o que se pode dizer

de Amor?

 

Do ser capaz

de manejar o todo o dia,

(cada coisa no seu lugar),

e de se ser apenas

a própria pessoa

sem se diluir nos outros,

e, ao mesmo tempo, recebê-los

com a naturalidade da posse de um braço,

ou de seu próprio cabelo,

como poder?

 

E do arcar com a surpresa

da manhã que nasce

e que me coloca diante do fato

de estar viva

e de ser mulher?

 

E das consequências desta realidade

que eu nem pedi,

que me foi dada como um presente,

(sob o papel a caixa de surpresas),

o que se pode dizer?

 

E por que a mim coube esta

e não outra posse,

como ser árvore

rio,

flor

ou asa?

 

Perplexamente reconheço

Que mais nada me seria dado.

Nada mais saberia ser, eu,

que já nem sei nada

e tanto me custa aprender

aquilo que sou.

 

É difícil ser e há momentos

em que o definir-se,

o estar sendo aquele momento

 é como um sonho

e o estranho

é a gente se encontrar na gente mesma

limitada em corpo ancho,

entre nascimento e morte

limitada.

 

(em “Do íntimo dizer”)

 

Interpretado por Thereza Cristina Cruz, este poema foi o vencedor do FesTribuna Livre de Poesia Falada, Festival criado por Artur Gomes para o Bar Tribuna Livre em Campos dos Goytacazes – 1997 – a grande final foi realizada no Bar Boca de Luar, em Grussaí – no verão de 1998.

www.fulinaimacentrodearte.blogspot.com



Fulinaíma MultiProjetos

www.centrodeartefulinaima.blogspot.com  

Balbúrdia PoÉtica -14 de outubro

Irina Severina – Com Os Dentes Cravados Na Memória Vamos Lular já fulinaimicamente sem nenhuma treta Girona é logo ali em São Thomé das Letr...